Dr.Divino Eustáquio da Cunha
Contador,
Advogado,
Professor universitário de contabilidade, custos e estratégia empresarial.
divsuperintendente@chevel.com.br
üMuitos contadores ficam
frustrados quando entregam uma planilha de orçamento para formação
de custos ou mesmo balancete ou um balanço para administração.
üSão poucos empresários
que conheço que realmente usam essas informações preciosas como
instrumento de gestão.
üQuando falamos em
preciosas é porque até hoje não conseguiram inventar sistema de
informações com melhor perfeição do que esse.
üNem tudo é perfeito,
pois a maior deficiência de um balanço é o fato de ele ser estático,
ou seja nos mostra a posição de uma empresa ou entidade em um
determinado lapso de tempo, mas uma planilha de orçamento de custos,
pode ser com visão futura dando ampla visão ao administrador.
üTalvez com uso da informática, algumas
empresas consigam balancetes em tempo real, ou quase on line.
O Balancete também não prevê valores
futuros, apenas o que é conhecido da empresa.
Para analisarmos e entendermos um
pouco de balanços, peça a contabilidade para emitir um balancete ao
nível de balanço e a respectiva demonstração dos resultados do
período.
Nosso objetivo será de buscarmos uma
forma de entendimento mínimo do ciclo financeiro da empresa
através do balanço.
Precisamos entender bem o que é um
ciclo financeiro e operacional, definimos simplesmente que é o tempo
gasto na aquisição do produto ou da matéria prima, mais o tempo de
transformação, mais o tempo de estocagem, mais o prazo concedido ao
cliente ou o tempo de recebimento, menos o prazo recebido do
fornecedor para pagamento, a mão de obra e encargos sociais e os
impostos sobre as vendas.
O ciclo financeiro de uma empresa pode
ser traduzido na linguagem contábil como sendo:
CF=ACO-PCO
Traduzindo CF=Ciclo financeiro, ACO=Ativo
circulante operacional e PCO=Passivo circulante operacional.
O primeiro passo então para análise do
balanço na ótica financeira será a separação dos valores que
chamamos de “não operacionais” do ativo e passivo.
No balanço, costuma-se apropriar
despesas que ficam pendentes para serem apropriadas no outro
exercício, elimine-as também.
No lado do passivo exclua todas as
contas referentes a empréstimos. Vamos apenas nos ater no ciclo
financeiro.
Mas, uma explicação breve, do que
fizemos, fora expurgarmos do balanço todos os valores que não fazem
parte da normalidade da atividade de compra e venda de uma empresa.
Em resumo mais capital de giro será
necessário?
Concorda?
Se não houver concordância, sugerimos
voltar a ler do começo, pois estamos falando dos princípios básicos
da análise do ciclo financeiro e da própria administração financeira
de curto prazo.
Na administração de curto prazo, não
temos muita escolha, pois não podemos atrasar salários e impostos,
mas podemos trabalhar com fornecedores, clientes e estoques.
Somente uma pequena amostra de análise
que podemos ter a qualquer momento, vamos verificar o prazo médio de
recebimento de clientes. Supondo que o saldo da carteira de clientes
seja de 500.
Nos falta um dado que deveremos buscar
na demonstração de resultados do exercício, relatório que acompanha
o balanço, sim, as vendas!
Para o nosso caso vamos supor que as
vendas foram de $ 5.500. Então poderemos calcular o prazo médio de
recebimento de clientes:
RC=(500*360)/5.500
RC=33 dias
Agora vamos ver qual será o nosso
prazo médio de giro dos estoques: saldo dos estoques 200.
O prazo médio de pagamento de
salários, não será muito diferente do cálculo usado nos demais
índices:
RS= (Salário a Pagar * 360) / Salários
Bruto dos últimos 12 meses.
RS=(30*360)/ 1.075
RS= 10 dias
A conclusão é saber nosso giro
financeiro em dias, pegamos o que temos a receber e deduzimos o que
temos parado no estoque em dias e o que devemos pagar em dias
encontrando o giro financeiro em dias. Se a receber estiver menor
que o a pagar, temos que rever nosso prazo de recebimento para
equalizar nosso giro financeiro.
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